Batalha de Grunwald

No mesmo ano, a Sociedade cedeu seu salão para a festividade de comemoração dos quinhentos anos da Batalha de Grunwald, na qual as forças polonesas, lituanas e rutenas haviam derrotado os Cavaleiros Teutônicos. A organização do programa, coube à Sociedade Sokól ou a Sociedade de Ginástica Sokól, fundada no ano de 1898 (associação iniciadora da atual Sociedade União Juventus).

Nesta ocasião, queremos relembrar um episódio pitoresco daquela época.

O cônsul alemão, em Curitiba, ao saber dos preparativos para a comemoração, ficou preocupado e transmitiu ao chefe de polícia local o seu receio do perigo, que tal evento podia trazer à cidade. Na sua modesta opinião, os poloneses eram desordeiros e violentos, quando levados pelos ânimos do seu patriorismo exagerado. Talvez, seu maior receio, era o não ser alvo de ataques dos poloneses, que estavam bastante influenciados pelas recentes noticias da Europa, onde os poloneses sofriam toda sorte de perseguições, nas terras ocupadas pela Alemanha. Como, porém, o chefe da polícia era um homem sensato e conhecia bem os poloneses, não deu ouvidos aos reclamos do representante do Kaiser.

A festividade transcorreu de acordo com o programa, preparado com esmero. Participaram dela, além dos curitibanos, os poloneses de Órleans, Santo Inácio, Lamenha Grande, Lamenha Pequena, Abranches, Santa Cândida, Pacotuba, Tomás Coelho, Campina e outras localidades. O povo havia se aglomerado, uma parte na Igreja de Santo Estanislau e a outra em volta da Sociedade Tadeusz Kosciuszko. O programa consistia de 20 pontos, cada um mais atraente do que outro. A saudação foi proferida pelo presidente da Sociedade, sr. Franciszek Nadolny. Depois, seguiram-se discursos, canções, declamações, leitura de trechos históricos alusivos à batalha, côro a 4 vozes, a Marcha dos Falcões e uma oração proferida pelo sr. Jan Kinder, presidente da Sociedade de Ginástica Falcão (Towarzystwo Gimnastyczne Sokól). A festividade foi encerrada com os hinos, brasileiro e polonês.

Os jornais de Curitiba, o brasileiro "A República" e o alemão "Beobachtern", foram unânimes em afirmar, que jamais houve, na história de Curitiba, um programa tão interessante e a manifestação tão ordeira.

 

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